Rituais IV

Quando eu e as minhas primas éramos adolescentes, todas as questões de importância eram resolvidas por intermédio de um livrinho rosa e branco de capa dupla, “Livro da sorte” ou qualquer coisa que o valha. O processo era simples: você segurava o oráculo com as duas mãos, fechava os olhos, mentalizava uma pergunta e girava o bicho sete vezes. E então abria numa página qualquer. O que estivesse escrito na página da direita resolveria o seu dilema. E resolvia. Every single time. Também pudera. A frase que mais aparecia pra mim era algo do tipo “sua intuição está aguçada, siga o seu coração”. Acho que tomei muitas decisões apressadas por conta desse livrinho.

Corta pra vida adulta. A minha versão atual desse ritual adolescente consiste em usar um livro de poesia no lugar do repetitivo livrinho da sorte. Sempre que estou ansiosa. Sempre que estou indecisa. Sempre que estou cagada. Sempre que preciso de uma resposta profética que me cure — caminho até a estante, fecho os olhos, medito e miro na terceira e na quarta prateleiras da lateral. Puxo um livro e abro aleatoriamente. Fiz isso ontem, antes da nossa primeira balada enquanto ex-casal. A resposta eu postei no instagram pra você ver.

E eis que hoje, palpitando de um coquetel nocivo de remorso e redbull, puxei da cabeceira o livro sorteado ontem e abri.

Recomendo tentar em casa:

paulo

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