Ainda em copacabana

Chapada dentro de um táxi em direção ao Leme numa quinta-feira à noite, a sensação que tenho é a de ser uma senhora agarrada aos últimos suspiros de uma idade que já não tem mais. Chove muito em julho e eu estou embrulhada numa pashmina, símbolo da senhorice descolada carioca. A imagem que me vem é a da minha tia saindo do cinema e indo tomar um vinho com as amigas. Não estou achando a minha cena deprimente, longe disso. Há um certo orgulho em participar dessa resistência. Todas as minhas melhores amigas estão na rua a essa  altura de hoje, tenho certeza. Tentando. Tentando nem sei o quê mais. Insistindo pra ser feliz, I guess. E como temos sido, aos trancos e barrancos, jovens nem tão mais jovens assim, felizes.

 

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Sobre L.

Luiza S. Vilela escreve. E basicamente é isso. Mas, fora isso, nasceu acidentalmente em São Paulo, é capixaba de criação and coração e carioca por opção desde 2005. Fez letras na PUC, mestrado em literatura por lá também, trabalhou no mercado editorial um tempo e hoje freela de casa com a catiora Kate cochilando em seu pé. Acredita no vinho, no amor e no feminismo como salvação para todo o mal. Tem bem mais no www.luizaescreve.com Ver todos os artigos de L.

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